domingo, 11 de julho de 2010

O Brasil na copa do mundo 2010

Copa do mundo, sonhos e frustrações

Professor Doniseti

A Copa do Mundo de 2010 foi para o Brasil apenas um sonho que findou prematuramente, antes que os brasileiros acordassem. Parecia tudo tão fácil, mas não deu. Ficamos pelo caminho, entristecidos pelo pesadelo da desclassificação, nas quartas de final.

Na primeira fase, nenhuma dúvida, o Brasil passaria sem problemas, pois caiu num grupo fácil, no qual figuravam equipes pouco credenciadas a avançarem na competição. Antes mesmo de os jogos se iniciarem, poucos acreditavam que Coréia do Norte e Costa do Marfim continuassem na disputa, após a primeira fase dos jogos no continente africano. Na cabeça de muitos, Costa do Marfim, ainda poderia representar alguma ameaça por ter bons atletas atuando em alguns grandes times do futebol mundial, mas os norte-coreanos não tinham nenhuma tradição no futebol, vinham para Copa para ganharem experiência, nada mais. Assim, Brasil e Portugal passariam para as oitavas de final, sem qualquer problema.

Apesar da fragilidade dessas equipes do grupo G, os brasileiros não demonstraram competência: primeiro, um jogo fraco contra a Coréia do Norte, um sofrido 2 X 1, sem qualquer vibração; depois, uma partida apenas razoável contra a Costa do Marfim, justificada pelo placar de 3 X 1, tendo o Brasil se beneficiado de um gol irregular marcado pelo atacante, Luís Fabiano, após dominar a bola com a mão; finalmente, um 0 X 0, numa partida bisonha contra Portugal, que também não justificou sua ida à Copa da África do Sul, sendo eliminado pela Espanha, sem avançar para as oitavas de final.

Sorte do Brasil que, diante da fragilidade das equipes adversárias da primeira fase, conseguiu o primeiro lugar do grupo, mesmo sem exibir um grande futebol. Se tivesse ficado em segundo lugar, enfrentaria a Espanha e certamente voltaria para a casa um pouco mais cedo. Felizmente, enfrentou a seleção chilena, uma equipe que procurou jogar, deixando os brasileiros mais soltos em campo para fazer um placar de 3 X 0 e prosseguir na competição.

Veio então a “laranja mecânica” e não deu outra: eliminação do Brasil. Desde o início da partida, sem nenhuma razão, alguns atletas brasileiros resolveram mostrar cara feia, trava de chuteira, agressividade, em vez de jogarem futebol. Se o árbitro Yuichi Nishimura fosse mais experiente, mais enérgico, poderia ter excluído da partida algum atleta brasileiro, ainda no primeiro tempo da partida, o que teria sido muito pior. Mas o juiz japonês preferiu levar numa boa a partida, beneficiando assim o Brasil que pôde terminar o primeiro tempo com os 11 atletas em campo.

Na segunda etapa, todos esperavam que os atletas brasileiros voltassem tranqüilos, pois afinal vencia a partida por 1 X 0. Com a vantagem no placar, seria natural que o técnico brasileiro procurasse acalmar seus comandados, instruindo-os a fazer um jogo cadenciado, explorando os espaços que a Holanda deixaria, uma vez que atacaria afoitamente o Brasil em busca do gol de empate. O que vimos, porém, foi o contrário: o Brasil, mais nervoso, alguns atletas descontrolados emocionalmente, outros procurando as câmaras para se exibirem e futebol que era obrigação, nada.

Foi ridícula aquela partida. A Holanda nem precisou jogar um bom futebol para virar o placar no segundo tempo, pois o Brasil, de forma incompetente, entregou-lhe dois gols, sendo uma presa fácil por tropeçar em seus próprios erros. Infelizmente foi assim: a comissão técnica e os jogadores brasileiros esqueceram a jabulani e voltaram mais cedo para a casa, embalados pelos acordes das vuvuzelas. Oxalá que em 2014 seja diferente!

Nenhum comentário:

Postar um comentário