Não às lamentações
Professor Doniseti
Professor Doniseti
Temos pensado muito, ultimamente, acerca dos problemas que envolvem os seres humanos e que muitas vezes deixam-nos submersos no mundo das lamentações. Não é raro conversarmos com as pessoas e ficarmos grande parte do tempo apenas reclamando disso ou daquilo, sem que nada de novo seja apresentado para a busca das soluções adequadas.
Criticar, todos criticamos. Mesmo que as razões sejam as mais fúteis possíveis, achamos que estamos certos e que somos mais capazes e conhecedores do que os outros. É assim quando tratamos de assuntos religiosos, políticos, educacionais, financeiros, esportivos e tantos outros.
Às vezes, penso que dedicamos muito tempo às reclamações, sem fazermos proposições, logo avançamos pouco e progredimos menos ainda. Quando estamos em um evento discutindo seja que assunto for, temos a sensação de perda de tempo, pois as pessoas se estacionam no patamar das reclamações e não discutem propostas que poderiam evoluir para a solução dos graves problemas que são os motivos das constantes queixas.
Parece que as manifestações individuais não nos deixam lembrar que a diferença se dá, quando fazemos algo visando à coletividade de que somos parte. Se permanecemos apenas nas queixas individuais, perdemos a oportunidade de somarmos forças com outras pessoas, para a construção de alternativas de interesse coletivo.
A sensação que temos hoje é que as coisas acontecem sem grandes objetivos, pecando pelo excesso de lamentações. Parece que as pessoas esqueceram a importância das mobilizações e da força coletiva, para garantir suas conquistas, seus direitos e sua cidadania. Fica cada uma em seu canto, numa atitude egoísta, esperando o melhor para si e não soma esforços com outros em busca do bem comum.
Reporto-me às décadas de 70 e 80, momentos em que havia grandes mobilizações de estudantes, operários, educadores, e outros, na luta pela conquista da democracia. Era um objetivo claro, uma aspiração inadiável. Apesar das repressões, os movimentos sociais se levantavam e seguiam em busca de tão nobre sonho. Ninguém tinha tempo para as lamentações. Era preciso mobilização, estudo e avaliação da realidade política, para compreensão da conjuntura, discussão de propostas e definição de estratégias, para implementá-las. Ninguém ficava estacionado nas lamentações, no individualismo, pois havia um alvo comum que era a construção do estado democrático.
A impressão que fica, a partir dessas reflexões, é que nós conquistamos a democracia, mas abrimos mão de exercitá-la. E se não a exercitamos, ficamos sempre esperando que outros o façam por nós, concedendo a cada um aquilo que julga ter direito.
Mas, na realidade, não é bem assim. A garantia de um direito implica uma ação e ação é trabalho e comprometimento. Por isso, em vez de ficarmos lamentando, procurando culpados por algo que não acontece, precisamos agir, sair da cômoda posição de apenas reclamar, clarear nossos objetivos, e lutar para conquistá-los. Enfim, nós só vamos mudar a realidade, quando cada um fizer a sua parte, sem transferir para o outro aquilo que é de sua responsabilidade.
Criticar, todos criticamos. Mesmo que as razões sejam as mais fúteis possíveis, achamos que estamos certos e que somos mais capazes e conhecedores do que os outros. É assim quando tratamos de assuntos religiosos, políticos, educacionais, financeiros, esportivos e tantos outros.
Às vezes, penso que dedicamos muito tempo às reclamações, sem fazermos proposições, logo avançamos pouco e progredimos menos ainda. Quando estamos em um evento discutindo seja que assunto for, temos a sensação de perda de tempo, pois as pessoas se estacionam no patamar das reclamações e não discutem propostas que poderiam evoluir para a solução dos graves problemas que são os motivos das constantes queixas.
Parece que as manifestações individuais não nos deixam lembrar que a diferença se dá, quando fazemos algo visando à coletividade de que somos parte. Se permanecemos apenas nas queixas individuais, perdemos a oportunidade de somarmos forças com outras pessoas, para a construção de alternativas de interesse coletivo.
A sensação que temos hoje é que as coisas acontecem sem grandes objetivos, pecando pelo excesso de lamentações. Parece que as pessoas esqueceram a importância das mobilizações e da força coletiva, para garantir suas conquistas, seus direitos e sua cidadania. Fica cada uma em seu canto, numa atitude egoísta, esperando o melhor para si e não soma esforços com outros em busca do bem comum.
Reporto-me às décadas de 70 e 80, momentos em que havia grandes mobilizações de estudantes, operários, educadores, e outros, na luta pela conquista da democracia. Era um objetivo claro, uma aspiração inadiável. Apesar das repressões, os movimentos sociais se levantavam e seguiam em busca de tão nobre sonho. Ninguém tinha tempo para as lamentações. Era preciso mobilização, estudo e avaliação da realidade política, para compreensão da conjuntura, discussão de propostas e definição de estratégias, para implementá-las. Ninguém ficava estacionado nas lamentações, no individualismo, pois havia um alvo comum que era a construção do estado democrático.
A impressão que fica, a partir dessas reflexões, é que nós conquistamos a democracia, mas abrimos mão de exercitá-la. E se não a exercitamos, ficamos sempre esperando que outros o façam por nós, concedendo a cada um aquilo que julga ter direito.
Mas, na realidade, não é bem assim. A garantia de um direito implica uma ação e ação é trabalho e comprometimento. Por isso, em vez de ficarmos lamentando, procurando culpados por algo que não acontece, precisamos agir, sair da cômoda posição de apenas reclamar, clarear nossos objetivos, e lutar para conquistá-los. Enfim, nós só vamos mudar a realidade, quando cada um fizer a sua parte, sem transferir para o outro aquilo que é de sua responsabilidade.
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