domingo, 23 de maio de 2010

Uso do hífen

I - Palavras compostas

Caros alunos, esse estudo é interessante para que vocês compreendam o emprego do héfen em palavras compostas e naquelas formadas por prefixos ou falsos prefixos. Bons estudos!

1) Palavras compostas comuns

  • Usa-se hífen nas palavras compostas comuns, sem preposições, quando o primeiro elemento for substantivo, adjetivo, verbo ou numeral.

Exemplos: Amor-perfeito, boa-fé, guarda-noturno, guarda-chuva, criado-mudo, decreto-lei.

Observações:

A) Formas adjetivas como afro, luso, anglo, latino não se ligam por hífen: afrodescendente, eurocêntrico, lusofobia, eurocomunista.

B) Mas com adjetivos pátrios (de identidade), usa-se o hífen: afro-americano, latino-americano, indo-europeu, ítalo-brasileira, anglo-saxão.

C) Se a noção de composição desapareceu com o tempo, deve-se unir o composto sem hífen:
pontapé, madressilva, girassol, paraquedas, paraquedismo (perdida a noção do verbo parar);
mandachuva (perdida a noção do verbo mandar).

D) Demais casos com para e manda usam hífen: para-brisa, para-choque (sem acento no para);
manda-tudo, manda-lua.

E) Compostos com elementos repetidos também levam hífen: tico-tico, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá.

F) Compostos com apóstrofo também levam hífen: cobra-d'água, mãe-d'água, mestre- d'armas.

2) Topônimos com grão, grã ou verbos e adjetivos pátrios


  • Usa-se o hífen em nomes geográficos compostos com grã e grão ou verbos de qualquer tipo.

Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro.

  • Usa-se o hífen em adjetivos derivados de topônimos.

Exemplos: belo-horizontino, porto-alegrense, rio-grandense-do-sul, rio-grandense-do-norte, mato-grossense-do-sul.

Observações

Demais nomes geográficos compostos não usam hífen: América do Norte, Belo Horizonte, Cabo Verde. (O nome Guiné-Bissau é uma exceção).

3) Espécies vegetais/ animais

  • Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies vegetais e animais.

Exemplos: bem-te-vi, bem-me-quer, erva-de-cheiro, couve-flor, erva-doce, feijão-verde, coco-da-baía, joão-de-barro, não-me-toques (planta), bico-de-papagaio (planta), olho-de-boi (peixe).

Observações:

Se a palavra for usada em sentido figurado, não leva hífen: Ela está cheia de não me toques (melindres); bico de papagaio (deformação nas vértebras); olho de boi (espécie de selo postal).

4) Com a palavra "mal"


  • Usa-se hífen com mal antes de vogais ou h ou l. mal-afamado, mal-estar, mal-acabado, mal-humorada, mal-limpo.

Observações:

A) Escreva, porém: malcriado, malnascido, malvisto, malquerer, malpassado.

B) Escreva com hífen no feminino: má-língua, más-línguas.

5) Com além, aquém, recém, bem, sem

  • Usa-se hífen com além, aquém, recém, bem e sem.

Exemplos: além-mar, aquém-oceano, recém-casado, recém-nascido, bem-estar, bem-vindo, sem-vergonha.

Observações:

Quando o bem se aglutina com o segundo elemento, não se usa hífen: benfeitor, benfeitoria, benquerer , benquisto.

6) Em locuções

  • Não se usa hífen nas locuções dos vários tipos (substantivas, adjetivas etc).

Exemplos: à vontade, cão de guarda, café com leite, cor de vinho, fim de semana, fim de século, quem quer que seja, um disse me disse.

Observações:

A) Certas grafias consagradas agora são exceções à regra. Escreva: água-de-colônia, arco-da-velha, pé-de-meia, mais-que-perfeito, cor-de-rosa, à queima-roupa, ao deus-dará.

B) Outras expressões/locuções que não usarão hífen: bumba meu boi, tomara que caia, arco e flecha, tão somente, ponto e vírgula.

C) Escreva também sem hífen as locuções à toa (adjetivo ou advérbio), dia a dia (substantivo e advérbio) e arco e flecha.

7) Encadeamentos de palavras

  • Os encadeamentos vocabulares levam hífen (e não mais traço).

Exemplos:

A relação professor-aluno. O trajeto Tóquio-São Paulo. A ponte Rio-Niterói. Um acordo Angola-Brasil. Áustria-Hungria. Alsácia-Lorena.

8) Hífen no fim da linha

  • Quando cai no fim da linha, o hífen deve ser repetido, por clareza, na linha abaixo.

Exemplos: Atravesso a ponte Rio-
-Niterói. Couve-
-flor.

II - Palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos

1) Palavras com vogal no final do prefixo

  • Nesse caso, usa-se o hífen em duas situações: em palavras iniciadas por h e que tenham vogal no final do prefixo; e naquelas iniciadas pela mesma letra do final do prefixo.

Exemplos: anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-história, super-homem, sobre-humano, mini-hotel; micro-ondas, micro-ônibus, anti-inflacionário, inter-regional, sub-bibliotecário.

observações:

A) Não se usa o hífen se o prefixo terminar por letra diferente da letra inicial da palavra seguinte: autoescola, antiaério, intermunicipal, superinteressante, agroindustrial, semicirculo, aeroespacial.

B) Se o prefixo terminar por vogal e a palavra seguinte começa por r ou s, essas consoantes devem ser dobradas: minissaia, ultrasson, antirracismo, semirreta.

2) Palavras com os prefixos sob e sub

  • Usa-se o hífen, mesmo diante de palavras iniciadas por r.

Exemplos: sub-região, sub-reitor, sob-rodas, sub-regional.

3) Palavras com os prefixos circum e pan

  • Usa-se o hífen diante de palavras iniciadas por m, n e vogal.

Exemplos: circum-navegação, pan-americano, circum-murado.

3) Palavras com os prefixos ex, pré, pós, pró, ab, ob, ad e vice

  • Usa-se normalmente o hífen.

Exemplos: pré-vestibular, pós-graduação, vice-diretor, vice-presidente, pró-europeu; ad-digital, ad-renal, ob-rogar e ab-rogar.

observações:

A) Com o prefixo co, não se usa o hífen, mesmo quando a palavra seguinte começar por o ou h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras: coobrigação, coautor, coedição, cofundador, coabitação, coerdeiro, corresponsável, cosseno.

B) Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo quando a palavra seguinte começar por e: preexistente, reescrever, preelaborar e reedição.



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